As certezas com que adormecemos não são as mesmas com que acordamos.
O calor dos corpos induz em erro os que querem eternizar algumas fantasias. Espirituais ou não.

De manhã a cama fica mais fria. A cama, as ilusões, algumas vontades até.

O mundo, que até ontem não importava, hoje devora-nos mal colocamos um pé fora de casa.
E lá fora faz frio.

Adormecer neste lugar não implica um espaço ou uma companhia. É uma vontade, de querer estar «debaixo dos lençóis com o nariz de fora a espreitar». Esquecer o mundo, acreditar em palermices (como que vamos ser felizes para sempre).