As coisas são desequilibradas por natureza.
As coisas e as pessoas.

Por isso é que insistimos tanto em procurar nos outros aquilo que nos faz falta, completa.

Não nos passa pela cabeça
achar tal coisa dentro de nós,
ser possível até preenchermo-nos.
Não passa e nem é suposto fazer sentido.
Mas faz.

Tanto que o arrisco a dizer:

Não procurar nos outros o que precisamos para sermos estáveis mas sim identificarmos neles aquilo que já sentimos dentro de nós. Porque querer em alguém algo que não somos é antever uma grande desilusão. Aliás, insatisfação.

É a nossa eterna mania de endireitar as coisas. E por mais que tentemos, há coisas que são assim mesmo e pronto. Temos é que descobrir se nos encaixamos nelas.