Entre este partir e chegar
repleto de impaciências (quase intolerantes),
mantenho-me no mesmo lugar.

A viagem de volta é sempre a melhor.

Nos “entretantos” tomamos atenção às palavras,
confiamos em pleno na razão,
rezamos para que tudo esteja no mesmo lugar.

Trazemos tanta coisa boa
e o tempo é tão pouco para o que queremos deixar.
No outro dia já estamos a partir.

Para trás fica metade do coração,
mordemos o lábio e desejamos tê-la do outro lado do mundo
mal se abram as portas do comboio.

E eventualmente as portas acabam por abrir.
Só que ela não está lá.