Ouçam bem aquilo que vos sai da boca,
vejam bem aquilo que vos nasce das mãos.

Segurem a sorte
se tiverem o prazer
de ter ao vosso lado
algo maior do que vocês mesmos.

Deliciem-se a aprender,
tenham a coragem para ouvir.

Superem a própria relação humana,
as meras casualidades de um estar a dois
e sintam a pureza dos adjectivos transformados em vazio.

Aquele vazio que só deixa espaço para as coisas serem o que são, de facto.

Depois, fechem os olhos,
transpirem amor.

Esqueçam as limitações humanas.
Confiem por um minuto, uma semana, uma vida.
Entreguem-se. Sem raiva, sem perguntas, sem respostas feitas.

Deixem-se cair tão naturalmente como quem adormece.
Deixem tudo para trás, e mais importante,
dêem o vosso melhor ainda que isso implique tanta dor.

Se assim for, acabaram de descobrir o que é o amor.
Amo-te.