Poucas coisas nos fazem voltar. Seja para o que for.

A esperança, o amor, o medo, o desespero ou a razão. Mas esquecem-se que o que realmente nos faz voltar atrás é a dúvida. A nossa dúvida, se já fomos tudo, se já demos tudo. E o benefício da dúvida que parte de nós insiste em consciencializar.

Caímos sempre na «fraqueza» de duvidarmos de quem estamos ligados. Para o bem e para o mal. Mesmo antes de duvidarmos de nós próprios e aí sim, darmos alguns passos para trás.

Porque estamos a ser demais, porque não estamos a bastar, porque agimos como não queremos ser. Temos de duvidar, sim, num egoísmo delicado que nos assegura no futuro não ter que voltar atrás. Quanto baste, sabemos no mínimo que em nós mesmos confiamos.

O resto são histórias e experiências.

Quem realmente quiser ficar deixa de duvidar ainda que tenha esperança, medo, desespere por amor e saiba que a consciência é duvidosa.